Time against us

Nesse mês, vi uma notícia no Bom Dia Brasil que me chamou a atenção, e curiosamente apareceu uma entrevista com o CEO da empresa que trabalho atualmente, o tema é interessante: sobram vagas no mercado de TI.

Qualquer profissional acomodado pensaria o seguinte: se sobram vagas, então eu não preciso me preocupar. Mas a realidade não é bem essa.

O mercado de TI cresce hoje no Brasil 40% ao ano, as grandes empresas americanas que tem como principal fornecedor de serviço de software a Índia, estão procurando diversificar, e o Brasil está na rota. Muito bem, mas o que fazemos para o rolo compressor do mercado de TI não passar por cima de nós, os profissionais dessa área.

Hoje em uma empresa grande, a procura por um profissional que fale inglês fluentemente é maior do que de um profissional graduado, pois o que aprendemos em nosso curso de gradução, das duas uma, ou acaba ficando obsoleto rapidamente ou são teorias que aplicamos somente no mundo acadêmico. Para a empresa é muito mais fácil treinar alguém em determinada tecnologia (SAP por exemplo), do que investir em um curso de inglês, pois o tempo de aprendizagem é muito maior.

Valorizo muito o conhecimento técnico e acadêmico, e acho que o ótimo profissional deve mesclar tudo isso em seu currículo, mas a realidade é que raramente vamos ter em um projeto, uma equipe apenas com apenas Seniors em determinada tecnologia, não é viável financeiramente e fora a guerra de egos. É muito importante para as empresas, ter profissionais generalistas, auto-didatas, com iniciativa e facilidade de aprender tecnologias novas, pois são flexíveis e se adaptam a qualquer projeto,  e com o aumento do número de projetos internacionais nas empresas, a procura por profissionais com essas características e com fluência em inglês é muito grande.

Cabe a nós nos adaptar ao que o mercado está pedindo.

Como diria um amigo: O bonde está passando, quem conseguir subir vai se dar bem e quem ficar para trás… Bom, não adianta se lamentar depois.

Fonte: http://bomdiabrasil.globo.com/Jornalismo/BDBR/0,,AA1604969-3682-711251,00.html

Uma resposta para “Time against us”

  1. Gwen Disse:

    Eu por exemplo, estou “sinucada” investi em um MBA de primeira linha, mas não tenho “verba” para o inglês. Procurando por algumas vagas, as unicas que me interessam exigem inglês fluente. Irônico, né?

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